Respeite o pato
Para sobreviver no mercado, você só precisa fazer uma coisa: saber fazer mais de uma coisa.
O assunto veio à tona enquanto eu conversava com meu chefe, o diretor de Criação aqui da agência (que também acontece de ser meu dupla): em termos profissionais, disse ele, o sujeito não pode ser um pato. Eu já tinha ouvido a expressão antes, mas pedi para ele refrescar minha memória: o pato, segundo meu DC, é um bicho desengonçado porque faz um pouco de tudo, e tudo meia-boca.
Num primeiro olhar, a ideia faz muito sentido, Mas eu não concordo. Ok, a maioria dos bichos se concentra em fazer uma única coisa, e muito bem. O cavalo corre. A águia voa. O peixe nada. O peixe, aliás, evoluiu milhões de anos até conquistar aquela forma esbelta, ágil, metalizada, perfeitamente desenhada apenas para nadar. O pato, esse medíocre, não tem um foco específico. Ele voa até a beira da lagoa. Anda até a água. Nada até o peixe.
E aí o come.
O peixe, esse baita especialista. Que Deus o tenha.
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COME AT ME BRO!
(N. do A.: Sim, eu sei que isso é um ganso.)
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Num primeiro olhar, a ideia faz muito sentido, Mas eu não concordo. Ok, a maioria dos bichos se concentra em fazer uma única coisa, e muito bem. O cavalo corre. A águia voa. O peixe nada. O peixe, aliás, evoluiu milhões de anos até conquistar aquela forma esbelta, ágil, metalizada, perfeitamente desenhada apenas para nadar. O pato, esse medíocre, não tem um foco específico. Ele voa até a beira da lagoa. Anda até a água. Nada até o peixe.
E aí o come.
O peixe, esse baita especialista. Que Deus o tenha.
1 Comentários:
Nada como uma reflexão lógica.
E em um mercado lotado de pessoas que se dizem especialistas em algo que foi inventado ontem, o mérito destes deve ser sempre beeem avaliado.
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